sexta-feira, 25 de novembro de 2011

Autismo e Inclusão

Autismo e Inclusão - Psicopedagogia e Práticas Educativas na Escola e na Família
O autismo tem demandado estudos e indagações, permanecendo ainda desconhecido de grande parte dos educadores. O espectro possui diferentes níveis, no qual encontra-se a síndrome de Asperger.
O livro propõe ao leitor transformar as necessidades do autista em amor pelo movimento de aprender e de construir por meio de autonomia e identidade.  O autor enfatiza que na prática docente é possível perceber dificuldades para a elaboração de um cúrrículo com atividades adequadas e funcionais para alunos com autismo, que favoreça a inclusão escolar e social.
O que é mais importante fazer? Como cativar a atenção? É possível educar? É possível aprender?
Autor: Eugênio Cunha é mestre em educação, psicopedagogo, jornalista, pesquisador e professor do Sistema Montessori, da educação básica e do ensino supeior. Trabalha com crianças que apresentam dificuldades de aprendizado e autismo.

Para ajudar os autistas, é fundamental que a família e amigos os tratem normalmente, tentando entendê-los em sua forma de ser e assim tentar ajudá-los, propiciando tratamento em todas as áreas que precisem. O tratamento é basicamente feito de reabilitação: psicologia, terapia ocupacional, fonoaudiologia, escola, fisioterapia, musicoterapia etc. Muitas pessoas relutam em levar a criança ao psiquiatra com medo de associação à loucura. Só com informações maciças essa idéia errônea pode ser modificada.
O autismo é uma doença como o diabetes, a hipertensão e a epilepsia. Uma criança autista diagnosticada e tratada aos 12 meses tem mais chances do que se diagnosticada e tratada aos 7 anos. Imagine uma criança diabética ao nascimento e só diagnosticada e tratada aos 7 anos? Estaria com problemas irreversíveis. O ideal é que as crianças sejam encaminhadas a psiquiatras e neurologistas da área infantil.
Os autistas possuem todas as variações possíveis de inteligência, mas nem todos estão aptos à inclusão escolar, que depende de uma série de condições da escola, de seus profissionais e da capacidade da criança. Alguns são muito inteligentes e se dão bem pedagogicamente em escolas regulares, apesar de não conseguirem se socializar, pois não entendem o mundo humano e social. Outros necessitam de outras escolas, e aqueles cuja inteligência é mais comprometida têm mais possibilidades em escolas especiais.
Muitas pessoas acham estranho o comportamento dos autistas. Mas é importante integrá-los à sociedade, pois eles possuem dificuldades em fazê-lo. Há diversas técnicas para eles se sociabilizem e cada uma tem um nível de eficiência de acordo com o perfil psicossocial de cada um. Os autistas devem ser estimulados a desenvolverem todas as atividades, sem discriminação.
 
Fonte: Bengala Legal
 
Texto adaptado para divulgação no site do Instituto Indianópolis.

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